quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Senta que lá vem história, rsrs

Oi pessoas!!
Hoje finalmente vou retirar os pontos da boca. Tá quase tudo solto e como incomoda essa coisa!

Ontem tava lembrando da minha infância enquanto preparava o jantar...

Quando éramos pequenos, minha mãe cuidava da nossa alimentação (minha e do meu irmão) como podia.
Meus pais trabalhavam o dia todo e ela, mesmo trabalhando em casa, dava conta de nos oferecer o melhor.
Era assim:
Pela manhã, cada dia um de nós ia até a mercearia do Sr. José pra comprar pão.
Na época vendia bengalas, aqueles pães enormes que vinham embrulhados em papel de seda.
Nosso café era: pão com manteiga de latinha, café com leite.
Nosso almoço geralmente era a sobra do jantar, que sempre era assim: arroz, feijão, algum legume refogado (comíamos muita abobrinha e quiabo) e salada de alface com ou sem tomate e carne ou frango. Carne frita com cebola e frango refogado.
O único vício ruim é que sempre tinha uma coca cola de garrafa de vidro geladinha, mas era só um copo daqueles americanos pra cada um. Ah, e só no jantar.
Então o esquema era esse: café da manhã, almoço e jantar.
Sempre tinha frutas: laranja, banana, maça e  frutas de época (morango, manga, uva), nossa fruteira estava sempre cheia. Ela falava assim: Se der fome, come uma fruta!
Bolos minha mãe não fazia. Uma porque odiava cozinhar e falava que não tinha mão boa pra bolos, rsrs.
Bolachas, iogurtes e outros? Nunca.
Nos finais de semana: churrasco, pizza ou pão recheado que meu pai fazia. Tinha sempre um pão de torresmo, que embora ficasse bem duro, eu comia tudinho.
No domingo, geralmente tinha macarrão e carne assada. As vezes repetíamos o churrasco. Meu pai era craque nisso!
Doces? Não tinha com frequência não...
Lembro que comíamos doces quando sobrava troco da "vendinha". Minha mãe liberava as moedas pra gente comprar balas, chichetes (sempre escondido), doce de abóbora de coração, doce de banana, suspiro quadradinho.
Sorvete?
Alguém aí já ouviu falar em "tijolo"?
Na época, o bar da esquina tinha a geladeira da Kibon e quase todo domingo minha mãe nos mandava buscar "um tijolo" de flocos.

E pra variar não consigo colocar as fotos, rsrs.

Esse sorvete parecia mesmo um tijolinho. Era uma barra de sorvete, embrulhado em papelão mole. Ela rasgava e cortava com a faca. Cada um comia uma fatia. Éramos em 4 e dava certinho.

Não fomos crianças gordas, éramos até bem magrinhos. Nem eu nem meu irmão gostávamos de comer.
Muitas vezes, vomitávamos pq era assim: COME TUDO. E nem sempre cabia tudo, então o jeito era comer e vomitar. A mãe ficava feliz pq a gente limpava o prato e brava depois, pq a gente nem sempre chegava no banheiro pra vomitar...

Uma tia, "preocupada" com minha magreza, vivia enchendo o saco do meu pai, até ele nos entupir de vitaminas.
A vitamina de beber era boa, tinha gosto de laranja. Se deixassem eu tomava o vidro inteiro. Tinha umas vitaminas mastigáveis também, eu adorava.
Mesmo assim, continuava magrelinha... Dai um médico amigo do meu pai, indicou vitaminas injetáveis!
Todos os dias a tarde eu tinha que ir na farmácia levando a ampola pra que aplicassem aquela p*.
Eu ia e voltava chorando.
ISSO EXPLICA MINHA FOBIA À INJEÇÃO??

Depois fomos crescendo e passei a comer mais, fui engordando e o resto todos já sabem.

E minha infância foi assim. Quase não ficávamos doentes. Eu que era mais fraquinha, vivia com tosse e entupida, mesmo comendo saladas e legumes todos os dias. Fora isso, tudo normal.

Crescemos e casei. Prometi alimentar meus filhotes da mesma maneira que minha mãe fazia.
Não deu muito certo...
Daniel nasceu na época das besteiras, mas ainda assim, até os 7 anos, não dava tanta porcaria pra ele comer.
Sempre fiz questão de dar somente comida mesmo. Fazia sopa todo santo dia!
Quando ele começou a comer, comia sopa que eu fazia. Nada daqueles potinhos cheios de conservantes. Nunca gostei.
O primeiro "KINOJO = miojo" que ele comeu, foi na casa da outra avó, pq minha mãe nunca deixou ele comer isso.
Frutas ele comia todas. Hoje só toma suco de laranja e limão, ainda assim, tive que forçar muito.
Quando pequeno, tomava suco de 10 laranjas durante um dia todos os dias!
Ele não gostava de bolachas, danones e outros. Começou a comer salgadinhos quando foi pra escolinha, aos 3 anos, mas ainda assim, comprava de vez em quando.
E até a Ana nascer, eu controlei legal a alimentação dele.

Quando a Ana nasceu, segui até os 4 meses com aleitamento materno, depois, mesmo já trabalhando, eu fazia as sopinhas e levava pra casa da sogra tudo prontinho.
Mas... sabe como é... enquanto a mãe não via... outros alimentos errados foram introduzidos.
E mesmo quando eu reclamava ela dizia: ah, é só um pouquinho...
Então tá.

Lembro do primeiro esporro que tomei duma pediatra que disse na minha cara que a culpa da Ana estar acima do peso era minha...
Fiquei fud*da da vida.
Como minha?
É... mas ela tava certa. A culpa era minha mesmo pq eu permitia muitas coisas e deu no que deu.
Hoje tô apanhando pra tirar os maus hábitos dos dois.
Do filho é mais tranquilo, ele entende e não é tão chegado a porcarias.
Ele estipula um dia pra ser o dia do lixo, quando come todas as besteiras que tem vontade e eu nem sempre aprovo.
Já a filha... ô dureza viu!
Ela sabe, como toda gordinha sabe, o que deve comer e o que deve evitar.
Mas ela só quer o que é pra evitar!
Já melhorou uns 50% do início deste ano até agora, quando passei a cuidar deles em tempo integral.
Hoje ela já não quer comer chocolates e brigadeiros todos os dias.
Eu deixo ela comer, claro, mas tem sido cada vez mais raro.
Ela gosta mesmo é de comida. Bastante quantidade...
Tenho feito o prato dela e no início ela olhava e falava assim: só isso?
Antes ela dizia: minha vó enche meu prato...
Pois é...

E me deu uma saudade dos meus tempos de infância...

Já me culpei bastante pelos maus hábitos dos dois. Principalmente os dela.
Preferi trabalhar fora e acabei deixando os dois (ele menos, pq até ela nascer eu controlava bem) aos cuidados de terceiros...
Não culpo a avó, de maneira nenhuma, mas ela sempre torcia o nariz quando eu sugeria que ela não permitisse as porcarias...
Se eu tiver netos, na minha casa eles não comerão besteiras!
Vão comer sim, mas tudo que eu fizer, rsrs. Quero ser a vovó natureba!

O bom é que vejo que posso reverter o estrago.
Fácil não é.
Tem dias que eu tenho que sambar pra fazer que eles entendam que numa segunda feira, pro exemplo, não é dia de comer hambúrguer com batata, mesmo que não seja frita (faço assada já tem um tempo).

Pensam que é fácil??
Não é não, rsrs.

Beijos!!




Um comentário:

Ju disse...

Realmente, os pais tem uma importância muito grande na alimentação das crianças... mas dieta é um horror em qualquer idade né?

Beijinhos

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